terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Resolução de Problemas

À cerca de dois anos estava com a minha extensa família numa alegre cavaqueira que se prolongou pela noite dentro. Era verão, o céu estava limpo e estrelado, estávamos numa aldeia em Trás os montes sentados a beber favaios e a divagar sobre assuntos pertinentes.

Conheci aí o irmão de um tio meu por afinidade, que é um sénior Psicólogo. Curioso perguntei lhe se ele utilizava uma abordagem tipo para maioria dos pacientes, e como lidava com os casos mais tramados. Ele explicou-me objectivamente que tinha todo o tipo de pacientes, mas que tudo se resumia ao paciente reconhecer, aceitar e tentar conviver com o problema que tinha, ou se possível adquirir a aptidão para que ele próprio o consiga colmatar via reflexão própria e mudança de atitude.

Disse-me: "Não interessa se o pai é bêbado, a mãe é puta e o cão morreu, o importante é a pessoa reconhecer essa realidade, aprender a encara-la e a moldar a sua vida em vez de se fechar no sofrimento"

Reconheci as palavras sábias que ele me transmitiu, brindei com ele e conclui que às vezes nós ficamos tão obcecados nos nossos problemas que nem vemos o valor das coisas óptimas que temos, coisas essas que são uma porta para que um problema não seja o resumo das nossas vidas.

O melhor método para lidar com um problema é enfrentado.

O primeiro passo está em identificarmos qual é de facto o problema, visto que uma situação ou atitude normalmente esconde uma razão por trás, que mesmo que injustificável não pode deixar de ser considerada.

O segundo passo passa por um plano de actuação para combater, eliminar ou apaziguar o problema.

Em altura alguma devemos ser impulsivos ou accionar mecanismos de defesa que só nos prejudicam. Sorrir para o nosso problema mesmo que nem consigamos pensar nele, não o temer mesmo que tenhamos um medo incontrolável dele, agir com maturidade e razoabilidade, são boas práticas que apesar de difíceis só podem trazer frutos positivos.

Maioria das vezes a nossa mente tende a magnificar o problema, acabamos por pensar de um modo pessimista e segundo a pior das perspectivas quando por vezes basta termos calma, vermos o lado positivo e a solução surge na nossa mente, apagando toda aquela nuvem negra bem carregada que transportávamos no nosso interior.


Há problemas que se resolvem, outros que não têm solução, por isso deixo aqui um exercício para quem quiser resolver os seus problemas eficazmente (se não se acreditam experimentem):

  1. Peguem num papel ou abram um documento no vosso computador. Na primeira linha escrevam o problema que está lá guardado no vosso subconsciente. Vá lá!! todos têm um!

  2. Agora reflictam qual é a real entidade ou pessoa que julgam estar na causa do vosso problema, identifiquem-na.

  3. De seguida escrevam as razões que levaria a pessoa ou entidade a reagir desse modo e quais as reais intenções por detrás dessa reacção. Para maioria dos casos vão concluir que a culpa não é vossa, que o vosso problema provem de um sistema que não funciona, que resulta de colisões de feitios ou personalidades, de intolerância, egoísmo ou inveja de terceiros. Podem concluir já neste passo que se não for culpa vossa não têm de estar tão preocupados com o assunto.

  4. Finalmente escrevam métodos de actuação que acham viáveis para a resolução do problema, mas deixo-vos aqui um conselho, se estiverem de consciência tranquila vão descobrir que a vossa passividade acaba por ser a melhor solução para maioria dos problemas.

Se no final deste processo não se sentirem satisfeitos voltem a actuar no ponto 2, podem estar errados na causa do vosso problema.


Moral da história: Don't worry, be happy!! :P

3 comentários:

  1. Adoro este blog de dia para dia :) Gosto da parte em que podemos aplicar o que escreves à realidade que vivemos :)

    ResponderEliminar
  2. Adorei este post/conselho ;)

    E pretendo experimentar esse exercício!

    Parabéns pelo blog!

    ResponderEliminar
  3. Responsabilizo-me se o exercício não funcionar :P
    Às vezes as soluções são tão simples que parecem fáceis demais para serem verdade. Mas funcionam :)

    A ideia de escrever os problemas é não perdermos a linha de raciocínio e de acabarmos por ser mais analítico na nossa abordagem para com eles.

    Ainda bem que gostam :)

    ResponderEliminar